À luz do Céu profundo

Sentado em meio aos amigos que não eram meus senti-me isolado. Como se sorrir junto deles fosse moldar-me a ser que nem eles: chatos, bobos e desinteressantes. Não sei dizer até que ponto isso é ciúme de serem amigos do meu amor, ou é pura implicância minha, excesso de preocupação e sina por solidão que me acompanham nestes dias.
Apenas sei que levantei-me e sem dar satisfações – no meio de uma piada qualquer – retirei-me e fui até o quintal olhar o céu. Então, uma estrela olhou pra mim.
Era pequenina e não brilhava majestosamente como as outras, apenas cintilava no meio do vasto céu negro daquela noite. Havia por perto duas ou cinco estrelas distraídas, mas aquela pequenina olhava para mim.
E eu olhei para ela e vi, que mesmo pequena tal é metade de um grãozinho de arroz, no universo que a circunda ela era imensa, enorme, tal é o céu que cobre minha cabeça nos dias azuis.
E eu vi que pra ela eu era a pessoinha, mais pequena, tão pequenininha que de lá ela olhava para mim e me via cintilar, olhando para ela.
E enquanto os outros se distraíam percebi que nós nos olhávamos e éramos um para o outro grandiosos.
Apenas por estarmos ali naquele momento.

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