Água da pedra

Hoje é mais um dia que tiro água da pedra e enquanto o dia acaba me imerso nessa paz absurda. Essa paz contrária a condição de toda paz. Um dia a mais sem motivos para me tornar um amante incorrigível da vida, mas uma vez que vivo, tenho que ser grato. Embora tal obrigação seja para mim uma afronta.
Tenho aprendido a ser Persona non grata dos palácios que visito, a respirar com o pesar de um filho abandonado, e me vestir com o entusiasmo de um viúvo e a sair de casa com o ar do pai que ficou órfão do filho. Tenho aprendido apesar dos pesares seguir em frente.
Que esta noite encerre um dia a menos dessa longa espera, que a lua míngüe realce a paz perdida no caminho. Prestigie esse momento comigo… a chegada do que se espera.

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