Inverno 2011

Eu não tenho técnica, nem uso fôrmas, tampouco tenho a intenção de tê-las. Eu só tenho um cansaço. Agudo e pungente cansaço na alma.

Estou farto do quereres, teu quereres, tuas rixas, teu timbre, teu e de toda humanidade. E isso me cansa.

Queria o silêncio. Queria os ares dessa noite em meus pulmões, me enchendo de ser livre, intenso, noturno.

Queria o silêncio profundo do mundo, até poder ouvir o tilintar das estrelas quando Deus as remexe e faz cócegas no céu, e elas correm por lá fugindo e rindo alto, tilintando quando batem uma nas outras.

Queria esse silêncio na minha alma, o berço do meu cansaço de ser humano e cansável!

O meu querer são palavras cavucadas por mim nas minas do meu corpo. São elas brutas, pedras brutas, grotas cegas, interrompidas.

O meu dom nesta noite.

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