Foi muito.

Faz um mês e já conheci três ou quatro ao acaso, graças a sorte que tenho, aquela mesma sorte que me fez ter você um mês atrás, a esta sorte ou acaso – não importa – já escrevi nas linhas da minha vida três ou quatro nomes depois do seu.

É assim nessa cidade: os corações não ficam vazios, mas estão cansados. Parece que todos carregam uma plaquinha sob o peito escrito “não há vagas” e em letras miúdas “temos preguiça de amar”.

Em certos dias vou no por do sol quando a maré começa subir e escrevo o nome de alguém querido na areia pra observar de longe. E um dos meus olhos vê o mar trazendo e outro vê o mar levando. Uma ironia quase mágica pra compensar mil e oitocentos quilometros de distância. Talvez mais.

Mas já não importa. Tenho aprendido como diante da imensidão o pouco se torna quase nada. E tenho passado muito tempo diante do mar. É que pra mim…

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