Tão interessante

Com o tempo fui ficando anti social. Fui me perdendo entre as massas que povoam essa cidade, por ser diferente, por não me contentar com o comum. Estou perdendo meu olhar de ser humano e temo que isso acarrete decisões difíceis. Olho para o mundo e vejo animais seguindo regras estúpidas para algum motivo estúpido. Das coisas mais banais às mais “importantes”. Se vestir bem pra que? Se casar, e ter filhos, e ter um carro e uma casa virou moda entre as igrejas (porque?). E tantos morrem estupidamente por isso, e quem sabe até pior, quantos vivem em busca disso?

Pessoas morrem e vivem pra isso?

Talvez eu não seja aquele amante incorrigível da vida e eu não estou em crise comigo mesmo. Não é que eu odeie as pessoas, mas gosto e evitar certas situações. Como quando alguém começa contar suas conquistas e em minha cabeça começo a numerar: bens, mulheres, valores em dinheiro, porcarias. Desculpe, mas quantas pessoas você já amou no ultimo fim de semana?
E quantas amaram você?
É este tipo de pergunta que me atrai, que abre meus olhos, que me chama pra fora do meu mundo à explorar outro desconhecido.
Misterioso, enigmático e fechado… Não pra todos. Posso ser um Jardim, um oásis, o temperamento canceriano tão presente em mim. Mas tenho pra mim que a maioria aprecia o vasto, quente, imenso e vazio deserto de uma vida sem amor (verdadeiro).

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