Vida pay-per-view

Há uma certa altura da vida que você não precisa dizer às pessoas quem é. Não que elas saibam – porque estupidamente não sabem – mas porque está estampado na sua cara. Não sei se acontece lá pelos 30 anos de idade, mas a passagem do tempo vai marcando teu corpo como se cada olhar que você solta fosse interpretado como uma frase de sua vida. Digo o olhar porque talvez seja o mais traiçoeiro, mas está escrito ai em tudo o que tu pode olhar no espelho: teus gestos, tua coluna, teu cabelo, essa barba, etc. Biografia viva de você.
Nessa altura se perde aquela necessidade de ser isso ou aquilo afim de provar sua identidade. Se perde a paciência de aturar a indecisão das pessoas. Gradativamente desaparece o medo de anular suas vontades (e caprichos) por conta do chefe ou de um amor. Enfim, a vida de uma maneira peculiar joga na sua cara que tua história, seja ela qual for, ficará ai no seu rosto marcada pronta pra exibição.
Um tanto invasivo o tempo? Sim… Na minha opinião. Mas pelo menos as legendas ele nos dá a liberdade de escolher a quem confiar.

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