A cicatriz do melhor goleiro

Há tempos não assisto um jogo do Corinthians. Desde que entrei neste mundo literário (livros, jornais, apostilas, conteúdo) ou nesse mundo de relacionamentos, não sei, apenas sei que não me interesso mais por futebol.
Mas quando eu era uma criança era bem diferente, eu gostava. Era o mais jovem do time da minha rua e também, modestamente falando, o melhor goleiro.
Os outros garotos não gostavam de ficar no gol porque eram ruins. Eu gostava.
E eu não tinha medo da bola, eis o segredo dos bons goleiros: eles não tem medo da bola.
Outro fato sobre eles é que enquanto o time trabalha pra fazer a bola “rolar” no campo, o goleiro fica alí ameaçando o movimento, pronto pra ter a bola na mão, porque para o goleiro importa que a bola pare.
Uma vez defendi o gol com a cara.
Foi um chute muito forte e repentino direto no gol, mas meu rosto estava no caminho, então aquela bomba bateu direto no meu rosto e fui arremessado pra trás com a cabeça batendo na trave do fundo. Sangrei em todo interior do gol, uma defesa dolorosamente perfeita…

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